7 de agosto de 2009

Lei Antifumo: "fumo" de até R$1.585

A Lei Estadual Paulista n. 13.451, de 7 de maio de 2009, conhecida como "Lei Antifumo", entra em vigor hoje (7.8.2009).


Fumar faz bem. Trouxa é quem não fuma! Foto por Spazzo_1493


Quem não é fumante já deve ter passado por situações, no mínimo, irritantes, principalmente em ambientes fechados ou com pouca ventilação, quando um "derbil" (entendeu né, junção da marca Derbi com débil...) acende um cigarro e passa a poluir o ambiente com trocentas (precisamente 4.730) substâncias tóxicas (cerca de 700 cancerígenas).

A lei antifumo, apesar de aplicável apenas dentro do Estado de São Paulo, poderia se estender para o Brasil e, quiçá, para outros países. Afinal, a fumaça do cigarro não é e nunca será saudável.

Nesse rastro de fumaça é que a lei foi criada para proibir o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco.

Em síntese, o que pode e o que não pode, segundo a lei:

    Pode fumar:
  • em casa;
  • em áreas ao ar livre;
  • nos estádios de futebol;
  • nas vias públicas;
  • nas tabacarias;
  • em culto religioso em que o produto fumígeno faça parte do ritual;
  • em instituições de tratamento da saúde desde que o paciente esteja autorizado pelo médico.

    Não pode fumar:
  • em ambientes de trabalho, de estudo, de cultura, de culto religioso, de lazer, de esporte ou de entretenimento;
  • em áreas comuns de condomínios;
  • em casas de espetáculos, boates, teatros e cinemas;
  • em bares, lanchonetes, praças de alimentação, restaurantes, açougues e padarias;
  • em hotéis e pousadas (dentro do quarto pode, desde que ocupados por hóspedes);
  • em centros comerciais e supermercados;
  • em farmácias e drogarias;
  • em bancos e similares;
  • em repartições públicas, instituições de saúde, escolas, museus, bibliotecas, espaços de exposição;
  • dentro de veículos públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais de qualquer espécie e táxis.

Quem fiscaliza?
A fiscalização ficará a cargo de órgãos oficiais como Vigilância Sanitária e Procon.

Quem pode relatar o descumprimento da lei?
Qualquer pessoa.

Como comunicar a vigilância sanitária ou órgão de defesa do consumidor?
Pessoalmente ou pela internet (endereço do respectivo órgão responsável) e deverá conter: 1 - a exposição do fato e suas circunstâncias; 2 - a declaração, sob as penas da lei, de que o relato corresponde à verdade; 3 - a identificação do autor, com nome, prenome, número da cédula de identidade, seu endereço e assinatura.

A quem se destina a lei antifumo?
Aos estabelecimentos de que trata a lei e fumantes.

Há punição para os estabelecimentos infratores?
Sim, multas nos valores de R$ 792,50 e R$ 1.585, bem como o disposto no artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor que diz:
"As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas: I - multa; II - apreensão do produto; III - inutilização do produto; IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente; V - proibição de fabricação do produto; VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço; VII - suspensão temporária de atividade; VIII - revogação de concessão ou permissão de uso; IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade; X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade; XI - intervenção administrativa; XII - imposição de contrapropaganda. Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa, no âmbito de sua atribuição, podendo ser aplicadas cumulativamente, inclusive por medida cautelar, antecedente ou incidente de procedimento administrativo."

O fumante pode ser punido?
Não, mas pode ser "convidado" a se retirar do estabelecimento ou local, inclusive com auxílio da força policial.


A fumaça do cigarro é direito apenas do pulmão do fumante e não de quem não fuma. A saúde sim, um direito de todos. A lei impõe, mas deve prevalecer o respeito acima de tudo.

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10 de julho de 2009

Colombiano ensina colocar máscara da gripe suína

A gripe suína causa ainda uma preocupação mundial e o uso de máscaras como forma de proteção, principalmente nas regiões próximas ao México, tornou-se acessório quase que obrigatório. Não fosse trágico a situação, olhem a cena cômica deste colombiano no vídeo abaixo.

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10 de junho de 2009

Cartilha da Gripe Influenza A H1N1 ("Gripe Suína")

O Conselho Regional de Enfermagem - CORENSP, através de sua Câmara Técnica, elaborou uma cartilha sobre a Gripe Influenza A H1N1, popularmente conhecida como "Gripe Suína".



gripe do porco
Foto por jpcolasso

A Cartilha foi elaborada em forma de perguntas e respostas e aborda de forma didática as informações básicas sobre a H1N1. Confira abaixo:

"(...)
O que é Gripe por Influenza A H1N1?
A gripe por Influenza A H1N1 (Suína) é uma doença respiratória que acomete suínos, causada pelo vírus Influenza tipo A, cujos principais subtipos são H1N1, H1N2, H3N2 e H3N1. O vírus Influenza A H1N1 possui alta virulência e baixa mortalidade em suínos. O vírus clássico da gripe suína (um vírus Influenza tipo A H1N1) foi primeiramente isolado de um porco, em 1930.

Quantos tipos de vírus Influenza A existem?
Como todos os vírus Influenza, o vírus da gripe por Influenza A H1N1 muda constantemente. Os suínos podem ser infectados pelo Influenza aviário e humano, bem como pelo vírus da Influenza suína. Quando os vírus Influenza provenientes de diferentes espécies infectam suínos, o vírus pode sofrer mutação genética e novos vírus, uma mistura do vírus da gripe suína, humana e ou aviária podem emergir. Ao longo dos anos, as diferentes variações do vírus da gripe suína têm surgido. Neste momento, existem quatro principais subtipos do vírus Influenza tipo A, sendo o mais frequentemente isolado o vírus H1N1.

A Gripe Por Influenza A H1N1 em humanos
Os humanos podem adquirir a gripe por Influenza A H1N1?
O vírus Influenza A H1N1 normalmente não infecta seres humanos. No entanto, infecções esporádicas em humanos, por vírus Influenza suíno podem ocorrer iminentemente devido ao contato direto com o animal. Têm sido documentados casos de disseminação entre humanos como, por exemplo, em 1988, nos Estados Unidos da América (EUA), resultando em surto da infecção entre humanos.

É comum a ocorrência de gripe por Influenza A H1N1 entre humanos?
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) http://www.cdc.gov/flu/swine/ havia relato de aproximadamente uma infecção humana pelo vírus Influenza A H1N1 a cada um ou dois anos nos EUA, mas de dezembro de 2005 a fevereiro 2009, 12 casos de infecção humana pelo vírus Influenza A H1N1 foram relatados.

Quais são os sintomas da gripe por Influenza A H1N1 em seres humanos?
Os sintomas da gripe por Influenza A H1N1 em humanos são similares aos sintomas da gripe sazonal humana e incluem febre, letargia, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com gripe por Influenza A H1N1 podem apresentar coriza, dor de garganta, náuseas, vômitos e diarréia.

As pessoas podem pegar gripe por Influenza A H1N1 ao comer carne de porco?
Não. O vírus da gripe por Influenza A H1N1 não é transmitido por alimentos, como carne de porco e derivados. Somente é segura a ingestão de carne de porco e seus derivados apropriadamente manuseadas e cozidas, sendo recomendado que a temperatura mínima atinja 60º Celsius para matar o vírus Influenza A H1N1, como outros vírus e bactérias.

Como ocorre a transmissão da gripe?
Os vírus da gripe podem ser transmitidos diretamente de suínos para os humanos e dos humanos para os suínos. A infecção humana com o vírus Influenza A H1N1 tem mais probabilidade de ocorrer entre as pessoas que têm contato direto com suínos infectados. A transmissão entre humanos também pode acontecer. Acredita-se que ocorra da mesma forma como qualquer gripe sazonal, ou seja, através da tosse ou espirro de pessoas portadoras do vírus Influenza. As pessoas também podem contaminar-se ao tocar superfícies com o vírus Influenza e a seguir, tocar boca, olhos e nariz.

O que sabemos sobre a transmissão entre humanos?
Em setembro de 1988, uma gestante previamente saudável com 32 anos de idade, foi hospitalizada por pneumonia e morreu oito dias depois. Um vírus Influenza A H1N1 foi identificado. Quatro dias antes de adoecer, a paciente visitou uma feira agrícola de exposição de porcos, onde havia um surto da doença entre os suínos. Em estudos de seguimento, 76% dos expositores da feira testados apresentaram evidência de anticorpos para o vírus Influenza A H1N1, porém, não foram identificados casos graves da doença neste grupo. Estudos adicionais demonstraram que de uma a três pessoas da equipe de saúde, que tiveram contato com a paciente, desenvolveram gripe de grau moderado, com evidência de anticorpos para infecção por vírus Influenza A H1N1.

Como é realizado o diagnóstico da gripe por Influenza A H1N1?
Para diagnosticar uma infecção por Influenza A H1N1 deve ser coletada uma amostra de secreção de via aérea, nos primeiros 4 a 5 dias após o inicio dos sintomas da doença (período em que a pessoa infectada tem maior possibilidade de disseminar o vírus). No entanto, algumas pessoas, especialmente as crianças, podem disseminar o vírus por 10 dias ou mais. Para identificar o vírus Influenza é necessário realizar coleta e cultura de secreção de via aérea. O diagnóstico pode ser realizado a partir de aspirado nasofaríngeo ou lavado nasal. Se este tipo de coleta não for possível, pode ser realizado swab nasal ou orofaríngeo. Para pacientes intubados é indicada a coleta de aspirado traqueal. A Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, através da Coordenadoria de Controle de Doenças, Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória, disponibiliza recomendações para o diagnóstico laboratorial, em seu informe técnico de 27/04/2009, disponível no endereço eletrônico da secretaria: www.cve.saude.sp.gov.br

Quais medicamentos estão disponíveis para tratar a gripe por Influenza A H1N1 em humanos?
Há quatro diferentes medicamentos antivirais que são utilizados para o tratamento da gripe: amantadina, rimantadina, oseltamivir e zanamivir. Embora a maioria dos vírus Influenza A H1N1 seja suscetível aos quatro medicamentos, os vírus da gripe mais recentemente isolados em seres humanos são resistentes a amantadina e rimantadina. Neste momento, o CDC recomenda a utilização de oseltamivir e zanamivir para o tratamento da infecção e em situações específicas para a prevenção. No site da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo há recomendações adicionais sobre o tratamento www.cve.saude.sp.gov.br.

O vírus H1N1 da gripe suína é o mesmo vírus H1N1 dos seres humanos?
Não. O vírus da gripe H1N1 suína é antigenicamente muito diferente do vírus H1N1 humano e, portanto, vacinas para a gripe sazonal humana não protegem contra o vírus da gripe H1N1 suína.

Existe vacina para a gripe por Influenza A H1N1?
Há vacinas disponíveis para administração em porcos para evitar a gripe suína. Contudo, não existe vacina para a proteção dos seres humanos. A vacina contra a gripe sazonal por Influenza provavelmente poderá fornecer proteção parcial contra a gripe por Influenza A H1N1 pelo vírus H3N2, mas não pelo vírus H1N1.

Como realizar a notificação dos casos suspeitos?
De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, após o atendimento do caso que cumpra a definição de suspeito, deve ser solicitada vaga à Central de Regulação de Urgência e Emergência do Município de São Paulo, por telefone, para encaminhamento do paciente ao hospital de referência, quando então será realizada avaliação clínica, coleta de exames e internação.

Telefones da Central de Regulação:
  • Região Norte: 3887-5924
  • Região Sudeste: 3887-6523
  • Região Sul: 3051-7382
  • Região Leste: 3051-5661
  • Região Centro-oeste: 3887-9131

As instituições de referência no Estado de São Paulo são:
  • Instituto de Infectologia Emílio Ribas/SP
  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina - USP/SP
  • Hospital São Paulo – UNIFESP
  • Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas)
  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP (Ribeirão Preto)
  • Hospital de Base da Fundação Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (São José do Rio Preto)
  • Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (São Paulo)
  • Hospital Estadual de Bauru (Bauru)
  • Hospital Guilherme Álvaro (Santos)
Deve ser preenchida a FIE do SINAN "Influenza Humana por Novo Subtipo (Pandêmico)" e o caso suspeito deve ser imediatamente notificado:
  • de segunda a sexta-feira das 7 às 19 horas: a SUVIS da área do serviço
  • de segunda a sexta-feira das 19 às 7 horas e nos finais de semana e feriados: CVE - Central via fone (0800-555466) ou fax (3066-8132).

Quais as medidas de precauções para o controle da infecção?
Quando a pessoa estiver institucionalizada deverá ser aplicada a prática de precauções para aerossóis, que consta de: permanecer em quarto individual com a porta fechada e os profissionais que prestam assistência, devem higienizar as mãos com água e sabão antiséptico ou aplicar solução alcoólica, além de utilizar a máscara PFF2 (N95).
No cotidiano as pessoas deverão lavar as mãos com bastante frequência principalmente após o contato com outras e objetos; permanecer em casa por no mínimo sete dias após o início da doença ou a febre ter cessado, manter-se em repouso, tomar bastante líquidos (água e sucos); cobrir a boca e nariz, de preferência com lenço descartável, sempre que for tossir ou espirrar; evitar o contato próximo com outras pessoas não infectadas; não frequentar escolas, ambiente de trabalho e locais fechados com grande concentração de pessoas e estar atento quanto a piora dos sinais e sintomas.

O que caracteriza uma situação de emergência?
  • Apresentar dificuldade de respirar ou dor torácica.
  • Tiver os lábios cianóticos.
  • Apresentar vômitos e incapacidade de tomar líquidos.
  • Apresentar sinais de desidratação (boca seca, letargia, tremores intensos, tontura, menos resposta a estímulos do que comumente apresenta ou tornar-se confuso, diminuição importante do volume urinário ou em crianças, ausência de lágrimas durante o choro).

Responsabilidades da equipe de enfermagem:
Compete ao enfermeiro, segundo a Lei do Exercício Profissional, no Art 11§ II alínea e prevenção e controle sistemático de infecção hospitalar e de doenças transmissíveis em geral. Assim, compete ao enfermeiro notificar a ocorrência de casos suspeitos e ou confirmados de gripe por Influenza A H1N1 às autoridades sanitárias locais (vigilância epidemiológica/sanitária do município e ou do estado).
Compete ainda segundo o Art 11§ II alínea f prevenção e controle sistemático de danos que possam ser causados a clientela durante a assistência de enfermagem. Desta forma o enfermeiro deve garantir a assistência segura de enfermagem aos pacientes vítimas desta doença, prevenindo as complicações e disseminação para a comunidade, por meio de ações pró-ativas de educação do cliente e família para autonomia do cuidado.
Compete ao técnico e auxiliar de enfermagem, segundo o Art 12 e Art 13, executar ações planejadas pelo enfermeiro para garantir, com competência e habilidade, assistência que para proteção do paciente portador da gripe por Influenza A H1N1, bem como executar todas as ações necessárias para prevenir a disseminação da infecção.

Referências:
Department of Health and Human Services. Centers for Disease Control and Prevention.
Questions & Answers. Key facts about Swine Influenza (Swine Flu). April 23, 2009: 1-3.
[Available from: http://www.cdc.gov/flu/swine/ accessed in April 30, 2009.]
Informe Técnico 27/04/2009 Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo [Disponível em: www.cve.saude.sp.gov.br / acessado 30 de abril de 2009.]
Sites de interesse:
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1534
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/hospitais_referencia300420093.pdf
(...)"

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15 de maio de 2009

Convite de lançamento da Frente Parlamentar de Conscientização e Combate às Hepatites Virais

A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo lançará, no dia 19 de maio de 2009, às 19 horas, a Frente Parlamentar de Conscientização e Combate às Hepatites Virais, de iniciativa do Deputado Fernando Capez (PSDB).

coloca-se piercing
E, aí? Vai encarar? Foto por Gabriel SAP

A Frente Parlamentar de Conscientização e Combate às Hepatites Virais objetiva somar esforços para o desenvolvimento de ações de prevenção, tratamento e controle das hepatites virais B e C, que constituem um grande problema de saúde pública na sociedade atual, com aproximadamente 6 milhões de brasileiros infectados.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, um em cada 30 brasileiros pode estar infectado com a hepatite B ou C.

A solenidade acontecerá na Avenida Pedro Álvares Cabral, 201 - Ibirapuera - São Paulo - Auditório Franco Montoro.

Durante o lançamento serão ministradas as seguintes palestras:

  • Conhecendo a Hepatite, com a Dra. Ana Olga Mies, do Hospital Albert Einstein;
  • Conhecendo a Hepatite C, com o Dr. Giovanni Faria Silva, do Hospital das Clínicas de Botucatu;
  • Transplante de Fígado, com o Dr. Sérgio Mies, do Instituto do Fígado do Hospital Dante Pazzanese;
  • O Impacto Social das Hepatites no Brasil, com a Dra. Eloíza Quintela, do Instituto Emílio Ribas de São Paulo;
  • A Importância do Movimento Social nas Hepatites, com o Dr. Francisco Martucci, da ONG C Tem que Saber C Tem que Curar;
  • Os Números da Epidemia, com o Dr. Carlos Varaldo, do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite.

Será, também, dada a palavra para depoimento de infectados.

Haverá entrega do troféu "Fígado de Ouro" ao Governador do Estado de São Paulo, Dr. José Serra, ao Secretário da Saúde, Dr. Luiz Roberto Barradas Barata, e à Coordenadora do Programa Estadual de Hepatites, Dra. Umbreliana Barbosa. O troféu "Fígado de Ouro" é outorgado pelos grupos que compõem a ALIANÇA INDEPENDENTE DOS GRUPOS DE APOIO (AIGA), em reconhecimento ao excelente trabalho em relação às hepatites no Estado em prol dos infectados por essa doença.

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4 de maio de 2009

Cansaço

cansaço
Foto por rmiya
O cansaço muitas vezes se confunde com a sensação de fraqueza, no entanto, ambas possuem definições diferentes, que, quando analisadas de perto, demonstram a importância de sua distinção para avaliação dos possíveis diagnósticos.
O cansaço é caracterizado como sentimento de exaustão ou perda de energia enquanto que a fraqueza significa diminuição da força muscular.
Considerada pelos profissionais de saúde como um sintoma inespecífico, a queixa de cansaço em um indivíduo, abre um leque muito grande de possíveis causas.
Para se determinar estas causas deve-se levar em consideração as condições clínicas associadas como: o aparecimento de anemias, doenças autoimunes, neoplasias, doenças infecto-contagiosas, diabetes mellitus, hipotireoidismo, transtorno do sono, doença hepática, doenças cardíacas, depressão, ansiedade, entre outras.
Durante a investigação das causas, deve-se verificar se o aparecimento do cansaço se deve a fatores orgânicos ou psicológicos, que podem se diferenciar em alguns pontos: quando o sintoma surge devido fatores psicológicos a queixa parte do paciente, o início do sintoma coincide com fato que desencadeia estresse, seu curso é intermitente e recorrente com piora pela manhã, apresenta melhora a prática de atividade física, os sintomas associados são múltiplos e persistentes, aparentemente apresenta-se ansioso e deprimido.
Quando o cansaço provém de fatores orgânicos a queixa é verbalizada pela família e não mas pelo paciente, o aparecimento do sintoma não está relacionado ao estresse, mostra-se pior no período noturno e durante a prática de atividade física, os sintomas associados são poucos e específicos, aparentemente revela-se uma pessoa doente e não deprimida, como visto no cansaço por causas psicológicas.

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28 de março de 2009

Facilidade no combate a tuberculose

O Brasil distribuirá, a partir do segundo semestre deste ano, uma nova combinação das drogas já existentes no combate a tuberculose, os portadores da doença passarão a ingerir dois comprimidos ao invés de seis. Esquema chamado de DFC (Dose Fixa Combinada) facilitará a aderência dos pacientes ao tratamento, objetivando reduzir as taxas de abondono, além de facilitar no gerenciamento dos estoques pelo poder público, revela o Ministro da Saúde José Gomes Temporão no 3 Fórum Stop Tuberculose que aconteceu nessa quinta-feira, 26 de março, em comemoração ao Dia Mundial de Combate a Tuberculose.

A maior preocupação do poder público está nos dados que mostram um grande número de abandonos nas primeiras semanas do tratamento, aumentando dessa forma o risco de se contrair as versões mais resistentes da doença. A média brasileira de tratamentos abandonados é de 8% sendo que a OMS estima um valor ideal de menos de 5%.

A tuberculose é uma doença altamente contagiosa, seu agente causador é o bacilo de Koch, afeta principalmente os pulmões, sua transmissão ocorre pelo ar, por meio de liberação de gotículas na fala, espirro, tosse do indivíduo contaminado. Estudos mostram uma maior incidência entre a população carcerária, moradores de rua e portadores do vírus do HIV.

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23 de março de 2009

Terapia com larvas em úlceras necróticas

O BMJ publicou nessa quinta-feira, 19 de março, um estudo randomizado, comparando o uso da terapia com larvas e a utilização do hidrogel em úlceras necróticas.
A análise teve como base: tempo de cura, tempo de desbridamento, presença de colônias resistentes de Staphylococcus aureus, eventos adversos e dor local.
Os resultados mostraram que não há diferenças nas taxas de cura ou na redução bacteriana, entre os dois comparativos, porém observou-se uma redução do tempo de desbridamento na terapia com larvas e aumento da dor no local.

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